Share Talks Vix 2018 – O que rolou

Quem é do mercado de marketing digital capixaba sabe que (bons) eventos por aqui são escassos, ainda mais tratando-se de um nível um pouco mais avançado, como é o Share o/ .

Ontem (20/10) rolou aqui em Vitória o Share Talks Vix: uma série de palestras com profissionais da área contando suas experiências na prática e cases reais. E se você perdeu esse evento, não fique triste. Nesse blog post separei alguns insights sobre algumas palestras. Claro, com alguns pitacos.

Escute e crie

Conteúdo gerado pelo usuário, entender a lógica da rede e prestar a atenção no que estão falando de você e com você foram alguns dos pontos abordados pela Gabriela Antoniassi. Basicamente você vai entregar algo que as pessoas já querem e não ficar inventando moda fazendo posts com frases motivacionais e uma imagem do pôr do sol. Nada contra, mas a internet não é só isso.

“Crie uma comunicação verdadeira e duradoura”, essa foi uma das frases da Gabi (olha a intimidade haha) que fiz questão de anotar. Você que possui uma pequena ou média empresa para chamar de sua tem que se preocupar com isso. Não vai adiantar nada você fazer uma comunicação genérica. E nem venha com essa de “todo mundo é meu público” porque isso está muito errado!

Lembre-se que você não é o centro das atenções; pelo menos, não deveria. Humanize a sua marca, coloque pessoas como protagonistas. Sabe aquele cliente que sempre consome o seu produto/serviço? Converse com ele. Que tal você ouvir ideias sobre novos conteúdos nas mídias sociais de sua marca?

Respeite o usuário

Durante a palestra do Vinícius França, lembrei muito do que o Estêvão Soares já fala sobre respeitar o contexto do usuário.

Nem todo mundo quer saber da sua promoção de “leve 3 pague 2” numa sexta à noite só porque você viu em algum lugar que esse dia e horário são bons para fazer publicações. Às vezes as pessoas só querem ver qual o meme que está “bombando” no momento e não estão querendo nem um pouco gastar dinheiro.

Não estamos aqui falando sobre quantidade de posts por semana que está no seu contrato, mas a qualidade deles para quem consome: o seu público. É ele quem valida se o seu conteúdo é bom ou ruim.

Coloque-se também como acessível; isso está além de manter a caixa de entrada dos seus emails limpa e responder todas as perguntas que a sua página recebe. A sua marca deve se posicionar mais como “quero ajudar você em qualquer momento” e menos como “sou o melhor e por isso você deve vir pra cá”.

“O mundo está além dos seus mapas e livros.” – Gandalf

Essa frase define muito bem o que Bruno Honório trouxe para o Share Talks: sair da sua caixa (por mais clichê que pareça) e olhar para culturas e costumes diferentes dos seus. É o famoso “sair da bolha”.

É preciso entender o usuário. Essa premissa já está tão velha e parece ser tão óbvia, mas ninguém faz. É o feijão com arroz mais esquecido (sem exageros). O seu negócio, seja você dono da padaria do bairro ou proprietário de uma franquia, precisa perceber os diferentes perfis de usuários que consomem os produtos/serviços de sua marca e entender cada um deles.

Você deve identificar o público e, dessa forma, entregar o melhor para o usuário. “Ah, mas fazer isso é só coisa de agência e esse processo sai caro e…”. Use a desculpa que quiser para não entender o seu público. Mas se você criar um formulário no Google (que é de graça) e pedir para as pessoas preencherem, você já estará a alguns passos na frente da sua concorrência.

Conclusão

Você não precisa ser uma marca gigante para fazer o básico bem feito. Apenas comece de alguma forma. Você tem 50% de chances de dar muito certo e ser o próximo perfil mais visitado na história da internet. Mas também tem 50% de chances de dar muito errado e para evitar que isso ocorra existe o Departamento VDM* para analisar qualquer ação que você possa fazer.

E aqui vai a dica de ouro… Comece agora!

*Departamento Vai Dar Merda